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Dicas de Viagem
 


Tentando comer no Alfredo de Roma

16.10.15 (sexta-feira)

Nosso último dia em Roma! Que pena!

Tomamos nosso super café da manhã, nos despedimos da Nicoletta, que nessa altura já era meio íntima e partimos com nossas malas para o Hotel Chicago onde as deixamos guardadas.

Para quem não se lembra, o Hotel Chicago era o hotel onde originalmente iríamos nos hospedar, mas que não o fizemos por problemas no dia em que chegamos. Como consequência, ficamos em outro local (do mesmo dono do Chicago) e no dia de ir embora, preferimos deixar nossa mala lá que era um hotel (com recepção) do que deixar onde havíamos nos hospedado, já que poderia não ter ninguém na hora em que fôssemos apanhar as malas.

Tomamos o metro e fomos até a Piazza de Spagna para uma despedida da praça, que, no fim, no nosso entender, era a que mais tinha cara de Roma e decidimos ir fazer nosso almoço de despedida no Restaurante Alfredo, para comer de saideira o famoso Fettucine Alfredo.

Esse restaurante fica no fim da principal rua que sai a partir da Piazza de Spagna e tem preços caros mas não impagáveis. Já havíamos estado na porta dele uns dois dias antes e essa era a surpresa que eu queria fazer para a Loreto.

Antes de sair para passear, no entando, havíamos ido até o terminal dos ônibus que levam para o Aeroporto e decidido tomar o ônibus das 14h. Haviam duas empresas de ônibus que faziam o percurso Roma Términe - Aeroporto. Ambas cobravam €4 por passagem e ambas tinham ônibus com saída de hora em hora...a diferença é que uma tinha ônibus que saia às 14 horas e outra tinha ônibus que saia às 14h10m.

Como nosso voo era às 18 horas, minha ideia era a de chegar no Aeroporto antes das 16 horas para fazer o check in com calma....como não sabia quanto tempo poderia demorar a viagem se houvesse trânsito (porque sem trânsito, a viagem era de 55 minutos), resolvi pegar o ônibus das 14 e não o das 15, por segurança.

Bem, voltando ao Restaurante Alfredo....para poder tomar o ônibus das 14, tínhamos que pegar nossas malas até as 13h45m e para que isso acontecesse tínhamos que sair dalí da onde estávamos até as 13 horas, ou seja, tínhamos que sentar para almoçar no máximo até o meio dia.

Descobrimos, infelizmente, que o restaurante abria somente às 12h30m....ou seja, não pudemos fazer nossa despedida lá.

Furiosos, resolvemos voltar logo para o hotel e buscar logo nossas malas e talvez almoçar por ali, pra não perder tempo. O fato é que nossa volta acabou demorando e chegamos no hotel já era 13h30m....ou seja, nem iria dar tempo de almoçar por ali. Pegamos nossas malas e partimos direto para pegar o ônibus para o Aeroporto.

Tomamos o ônibus e, sem trânsito, acabou chegando pouco depois das 15 horas....como nosso check in deveria ser feito às 16 horas tentamos fazer logo, para nos livrarmos de nossas malas e ir almoçar tranquilos sem as malas e com o check in já feito.

Foi aí nossa primeira decepção com a British Airways. Estávamos na fila do check in que estava fechado. Um funcionário passou perguntando para cada um na fila para onde estava indo. Informamos correto que estávamos indo para Londres....deixaram a gente na fila, e quando o check in abriu, depois de fazermos a fila, descobrimos que não poderíamos fazer o check in porque não faltava menos de duas horas para o voo.  Protestei, esperneei, mas não teve acordo, tivemos de sair da fila.

Aí fomos almoçar naquele aeroporto que só tem um lugar pra comer e ainda assim é ruim. A Loreto comeu super mal o prato que ela pediu tava ruim e eu comi mal o sanduba que eu pedi...até sanduiche eles fazem mal naquele restaurante. Parece mal de todo restaurante de aeroporto....tem que ser ruim se não for assim perde a concessão.

 

Bom, seguimos, após o almoço pra fila novamente (já tinha dado a hora), fizemos nosso check in, voamos tranquilos pra Londres e lá nem tivemos que esperar quase nada, porque nosso embarque ocorreu até uns minutos antes do previsto. E voltamos felizes para o Brasil numa aeronave novinha da TAM, com todo o conforto de bordo e chegamos bem no Brasil onde nossa amiga e motorista Rosângela estava à nossa espera.



Escrito por Renato às 17h14
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Escrito por Renato às 12h27
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Visitando a Piazza di Spagna

15.10.15 (quinta-feira)

Hoje será o último dia inteirinho que teremos para desfrutar de Roma, já que amanhã, sexta, é o dia em que partiremos.

Tomamos nosso café e seguimos até o hotel Chicago (aquele onde efetivamente tínhamos a reserva original) e combinamos com eles que no dia seguinte iríamos deixar nossas malas sob a guarda deles enquanto aproveitaríamos pelo menos a manhã na cidade. Com tudo acertado, seguimos a pé até a Igreja de Santa Maria Magiore. Essa igreja ficava relativamente perto do nosso hotel e até então havíamos passado por ela só pelo lado de fora e nem imaginávamos a beleza que era. É uma igreja do século XIII que foi mantida tal qual até hoje...ou seja, é a mais medieval de todas as igrejas romanas. Um show por dentro. Vale a pena visitar!

De lá, descemos a pé pela Rua Cavour que é uma rua que a gente já tinha passado diversas vezes por ela, porém sempre dentro do ônibus turístico e eu queria dar uma explorada nas lojinhas, principalmente em algumas que eu havia visto que vendiam temperinhos e delicatessem italianas.

Havíamos tirado essa manhã para fazer todas as coisas que queríamos fazer antes de voltar, já que no dia seguinte seria o dia de nossa partida.

Após a compra dos temperos, passei em outras lojas atrás de uma determinada camiseta que eu havia visto (e por sovinice não tinha comprado) e que agora eu estava querendo trazer.

Deixamos também para comprar alguns presentes, para pessoas a quem tínhamos que presentear e aproveitamos a grande qualidade dos couros italianos para comprar algumas bolsas para a Loreto e também para dar de presente para a amiga secreta da Loreto.

Após todas essas compras, cheios de pacotes, voltamos ao hotel para dar uma descansada e depois sair para ir almoçar.

Tomamos o metrô até a Praça de Spagna e de lá tomamos uma das ruas, procurando algum lugar legal para almoçar e paramos num que era bem bonitinho, mas não tão legal assim (descobrimos só depois de termos comido!) onde gastamos um dinheirão e comemos mal. Enfim, o lugar pelo menos era bonitinho, na Rua de la Croce.

Depois do almoço seguimos caminhando sem direção definida e acabamos chegando até a frente do Palácio da Justiça (que tínhamos visto várias vezes, de dentro do ônibus, pelos fundos). É um prédio maravilhoso e fica numa praça super simpática onde paramos um tempinho para admirar e tomar um sorvete.

Na volta, quando já estava começando a anoitecer, tomamos um ônibus de volta e quando estávamos chegando, paramos num Eataly que tinha mais ou menos próximo do nosso hotel, compramos diversos temperos e coisas legais (pra trazer para o Brasil) e aproveitei para comprar um bom vinho italiano para a nossa despedida de Roma.

 

Como era nossa última noite, após descansar um pouco no hotel, saímos a passear, paramos para tomar um lanche e voltamos pro hotel, não sem antes parar para um Mc Café no Mc Donalds.



Escrito por Renato às 12h27
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Escrito por Renato às 16h27
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Monumento a Vitório Emmanuel

14.10.15 (quarta-feira)

Aqui vai outra dica, levem daqui do Brasil, quando forem viajar, curativos tipo "band-aid" específico para bolhas no pé. Aliás, é sempre bom colocar na "necessáire" alguns "band-aids" comuns que sempre poderão ser úteis. Mas os para bolhas são essenciais, principalmente quando estiver viajando por lugares onde andar a pé for essencial.

Não precisa dizer que amanheci com bolha no pé em função dos mais de 15 km que andei no dia anterior. E olha que eu utilizo esses sapatos especiais para diabéticos que são super confortáveis....mas não há pé que resista a tanto.

Tomamos um ônibus comum, após verificar num outro quiosque que existe em frente a estação términe, que indica todos os trajetos de todos os principais ônibus urbanos que passam por ali ou que saem daquele imenso terminal que fica logo ali. Descobrimos que existiam pelo menos 3 ônibus que poderiam nos levar ao Monumento à Independência Italiana e embarcamos num deles.

Visitamos o Monumento à Vitório Emmanuel que é o grande herói da unificação italiana, ao lado de Giuseppe Garibaldi (esse mesmo, herói da revolução farroupilha, que lá na Itália é conhecido como o herói dos dois mundos, já que atuou na revolução farroupilha no Brasil e nas guerras da unificação italiana também). Atrás do Monumento a Vitório Emmanuel, existe outro monumento especialmente erguido em honra de Garibaldi, onde também está o seu túmulo e o de Annita Garibaldi que depois de anos teve os seus restos mortais levados para lá para que repousasse ao lado do amado.

Dentro do grande monumento a Vitório Emmanuel tem também o Monumento ao Soldado Desconhecido onde sempre existem dois militares italianos guardando o túmulo. Dentro do monumento existe também ainda dois museus, um dedicado à bandeira italiana, muito curioso porque lá na Itália as bandeiras ganham condecorações e são estas condecorações é que são expostas, assim como o significado delas.

Existe também um interessante museu (grátis, isso é incrível!) dedicado à migração italiana pelo mundo. Vocês perceberão que a maior parte dos migrantes italianos migraram para o novo mundo. Alguns para os EUA e outros para o Brasil, mas foram estes dois Países os dois grandes destinos migratórios dos italianos desde fins do século XVIII.

Do outro lado da rua vocês poderão encontrar a Igreja de Nossa Sra. de Loreto. A parte curiosa é que além da Igreja ser bem bonita é que lá dentro tem uma capelinha onde as pessoas levam oferendas....e como ela é a padroeira da Aviação, as oferendas são mini aviõezinhos, mini helicópteros e coisas do tipo....bem divertido.

Ao lado da Igreja existe um pequeno sítio arqueológico com antiguidades romanas e o enorme obelisco de Constantino. Nesse obelisco, uma olhada atenta e perceber-se-á todas as batalhas dele, suas glórias e vitórias estampadas em alto relevo sobre  mármore que envolve o obelisco. É de se perder um bons minutos observando atentamente o monolito.

Saímos dali e descobrimos que todos os pontos de ônibus têm as linhas que passam por ele e também uma boa indicação do percurso de cada um. Então com o mapa na mão, não foi muito difícil descobrir qual ônibus nos levaria até a Piazza de Spagna, ponto turístico obrigatório da cidade.

Chegando na Piazza, tomei o sorvete mais caro da minha vida (8 euros), numa sorveteria cercada das lojas mais caras da Capital italiana. Dali, da Piazza de Spagna saem algumas ruas que têm as lojas mais caras e exclusivas de toda a Itália...então é meio que natural que tanto os restaurantes quanto as sorveterias dali custassem mesmo bem mais caro.

Como nossa viagem estava terminando e como a Loreto já havia descoberto que apesar de ser proibida a venda de remédios sem receita, como lá é Itália e como Itália, dentro dos Países europeus é o que mais se parece com o Brasil no que diz respeito ao "jeitinho", ela descobriu que com uma boa cantada, e, principalmente se o atendente fosse homem, era razoavelmente fácil conseguir comprar pelo menos uma caixinha do remédio que nossa amiga Silvia havia nos encomendado. E tratamos de ir de farmácia em farmácia tentando adquirir o tal remédio. Em algumas conseguimos, na maioria não, mas era divertido ir tentando....e a Loreto falando o portulhano dela.

Caminhamos bastante e acabamos chegando na Praça do Popolo, onde, descobrimos duas grandes igrejas que tem um significado especial para os católicos italianos...e isso tem algo a ver com o fato do Papa ser o Bispo de Roma. O fato é que é uma praça bem bonita e que foi legal conhecer.

Exercitamos nossos esforços para tentar entender os transportes coletivos italianos e com um pouco de sorte conseguimos tomar um ônibus que nos levaria de volta até as proximidades do Monumento a Vitório Emmanuel onde pegaríamos um tram (que é um tipo de bonde, porém mais sofisticado) que nos levaria até o Trastevere, já que eu tinha ganas de almoçar por lá novamente.

No Trastevere, descemos do tram e fomos caminhando a pé, sem direção definida até que encontramos um simpático restaurante chamado "L'Insalata Ricca". Nesse restaurante que fica na Via Giulio Césare Santini 12-16, nós fomos super bem atendidos por simpáticos garçons que cantavam enquanto atendiam e pudemos comer muito bem. A Loreto pediu de entrada umas brusquetas e depois de prato de fundo ela pediu um penne à melanzana (beringela), tomando a tradicional Coca-Cola que sempre teimava em identificar nossa mesa como sendo mesa de estrangeiros (italianos não tomam coca-cola!). Eu pedi de primeiro prato um gnochi ao pomodoro e de prato de fundo uma costeleta de porco com fritas....acompanhei tudo com vinho. Tomamos café e nossa conta saiu por modestos 43 euros....muito barato. Recomendo mesmo esse bairro e esse restaurante em especial pela qualidade, bom atendimento e preços baixos.

Após o almoço, passeamos mais um pouco a pé pelo bairro e depois tomamos outro tram de volta até a Praça Venezia e de lá seguimos a pé até a Fontana de Trevi.

No dia em que estivemos lá, descobrimos depois, faltava uma semana para a reinauguração da Fontana de Trevi. Pudemos ver ela linda, pronta, brilhando, porém sem água e por detrás de um tapume de acrílico transparente. Ou seja, tivéssemos ido uns dias depois e teríamos visto ela em todo o seu esplendor e teríamos tido a chance de jogar uma moedinha nela.

Porém, nas suas imediações, haviam lojas muito chics e numa delas eles estavam justamente trocando a coleção de verão (que tinha terminado) e colocando os sapatos da coleção de inverno e com isso a Loreto pode comprar um lindo mocassim italiano a preço de pechincha.

Já estava começando a anoitecer e caminhamos a pé até a praça Barberini. Estávamos aproveitando a praça quando começou a chover, o que nos fez correr até a estação de metrô mais próxima (por sorte havia uma logo ali) e tomamos o metrô pra voltar pro hotel.

 

Antes passamos pelo super, compramos mais vinho e fomos pro hotel descansar e tomar vinho com queijo que ainda tínhamos por lá.



Escrito por Renato às 16h26
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