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Dicas de Viagem
 


NOVAS POSTAGENS DO CHILE

Olá amigos!

Uma vez que terminamos os relatos a respeito de nossa passagem pela Itália, a partir de agora, vamos publicar mais algumas postagens de nossas passagens pelo Chile, destino com o qual mais estou acostumado.

Espero que aproveitem,

Abraços a todos,

Renato




Escrito por Renato às 14h02
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Tentando comer no Alfredo de Roma

16.10.15 (sexta-feira)

Nosso último dia em Roma! Que pena!

Tomamos nosso super café da manhã, nos despedimos da Nicoletta, que nessa altura já era meio íntima e partimos com nossas malas para o Hotel Chicago onde as deixamos guardadas.

Para quem não se lembra, o Hotel Chicago era o hotel onde originalmente iríamos nos hospedar, mas que não o fizemos por problemas no dia em que chegamos. Como consequência, ficamos em outro local (do mesmo dono do Chicago) e no dia de ir embora, preferimos deixar nossa mala lá que era um hotel (com recepção) do que deixar onde havíamos nos hospedado, já que poderia não ter ninguém na hora em que fôssemos apanhar as malas.

Tomamos o metro e fomos até a Piazza de Spagna para uma despedida da praça, que, no fim, no nosso entender, era a que mais tinha cara de Roma e decidimos ir fazer nosso almoço de despedida no Restaurante Alfredo, para comer de saideira o famoso Fettucine Alfredo.

Esse restaurante fica no fim da principal rua que sai a partir da Piazza de Spagna e tem preços caros mas não impagáveis. Já havíamos estado na porta dele uns dois dias antes e essa era a surpresa que eu queria fazer para a Loreto.

Antes de sair para passear, no entando, havíamos ido até o terminal dos ônibus que levam para o Aeroporto e decidido tomar o ônibus das 14h. Haviam duas empresas de ônibus que faziam o percurso Roma Términe - Aeroporto. Ambas cobravam €4 por passagem e ambas tinham ônibus com saída de hora em hora...a diferença é que uma tinha ônibus que saia às 14 horas e outra tinha ônibus que saia às 14h10m.

Como nosso voo era às 18 horas, minha ideia era a de chegar no Aeroporto antes das 16 horas para fazer o check in com calma....como não sabia quanto tempo poderia demorar a viagem se houvesse trânsito (porque sem trânsito, a viagem era de 55 minutos), resolvi pegar o ônibus das 14 e não o das 15, por segurança.

Bem, voltando ao Restaurante Alfredo....para poder tomar o ônibus das 14, tínhamos que pegar nossas malas até as 13h45m e para que isso acontecesse tínhamos que sair dalí da onde estávamos até as 13 horas, ou seja, tínhamos que sentar para almoçar no máximo até o meio dia.

Descobrimos, infelizmente, que o restaurante abria somente às 12h30m....ou seja, não pudemos fazer nossa despedida lá.

Furiosos, resolvemos voltar logo para o hotel e buscar logo nossas malas e talvez almoçar por ali, pra não perder tempo. O fato é que nossa volta acabou demorando e chegamos no hotel já era 13h30m....ou seja, nem iria dar tempo de almoçar por ali. Pegamos nossas malas e partimos direto para pegar o ônibus para o Aeroporto.

Tomamos o ônibus e, sem trânsito, acabou chegando pouco depois das 15 horas....como nosso check in deveria ser feito às 16 horas tentamos fazer logo, para nos livrarmos de nossas malas e ir almoçar tranquilos sem as malas e com o check in já feito.

Foi aí nossa primeira decepção com a British Airways. Estávamos na fila do check in que estava fechado. Um funcionário passou perguntando para cada um na fila para onde estava indo. Informamos correto que estávamos indo para Londres....deixaram a gente na fila, e quando o check in abriu, depois de fazermos a fila, descobrimos que não poderíamos fazer o check in porque não faltava menos de duas horas para o voo.  Protestei, esperneei, mas não teve acordo, tivemos de sair da fila.

Aí fomos almoçar naquele aeroporto que só tem um lugar pra comer e ainda assim é ruim. A Loreto comeu super mal o prato que ela pediu tava ruim e eu comi mal o sanduba que eu pedi...até sanduiche eles fazem mal naquele restaurante. Parece mal de todo restaurante de aeroporto....tem que ser ruim se não for assim perde a concessão.

 

Bom, seguimos, após o almoço pra fila novamente (já tinha dado a hora), fizemos nosso check in, voamos tranquilos pra Londres e lá nem tivemos que esperar quase nada, porque nosso embarque ocorreu até uns minutos antes do previsto. E voltamos felizes para o Brasil numa aeronave novinha da TAM, com todo o conforto de bordo e chegamos bem no Brasil onde nossa amiga e motorista Rosângela estava à nossa espera.



Escrito por Renato às 17h14
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Escrito por Renato às 12h27
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Visitando a Piazza di Spagna

15.10.15 (quinta-feira)

Hoje será o último dia inteirinho que teremos para desfrutar de Roma, já que amanhã, sexta, é o dia em que partiremos.

Tomamos nosso café e seguimos até o hotel Chicago (aquele onde efetivamente tínhamos a reserva original) e combinamos com eles que no dia seguinte iríamos deixar nossas malas sob a guarda deles enquanto aproveitaríamos pelo menos a manhã na cidade. Com tudo acertado, seguimos a pé até a Igreja de Santa Maria Magiore. Essa igreja ficava relativamente perto do nosso hotel e até então havíamos passado por ela só pelo lado de fora e nem imaginávamos a beleza que era. É uma igreja do século XIII que foi mantida tal qual até hoje...ou seja, é a mais medieval de todas as igrejas romanas. Um show por dentro. Vale a pena visitar!

De lá, descemos a pé pela Rua Cavour que é uma rua que a gente já tinha passado diversas vezes por ela, porém sempre dentro do ônibus turístico e eu queria dar uma explorada nas lojinhas, principalmente em algumas que eu havia visto que vendiam temperinhos e delicatessem italianas.

Havíamos tirado essa manhã para fazer todas as coisas que queríamos fazer antes de voltar, já que no dia seguinte seria o dia de nossa partida.

Após a compra dos temperos, passei em outras lojas atrás de uma determinada camiseta que eu havia visto (e por sovinice não tinha comprado) e que agora eu estava querendo trazer.

Deixamos também para comprar alguns presentes, para pessoas a quem tínhamos que presentear e aproveitamos a grande qualidade dos couros italianos para comprar algumas bolsas para a Loreto e também para dar de presente para a amiga secreta da Loreto.

Após todas essas compras, cheios de pacotes, voltamos ao hotel para dar uma descansada e depois sair para ir almoçar.

Tomamos o metrô até a Praça de Spagna e de lá tomamos uma das ruas, procurando algum lugar legal para almoçar e paramos num que era bem bonitinho, mas não tão legal assim (descobrimos só depois de termos comido!) onde gastamos um dinheirão e comemos mal. Enfim, o lugar pelo menos era bonitinho, na Rua de la Croce.

Depois do almoço seguimos caminhando sem direção definida e acabamos chegando até a frente do Palácio da Justiça (que tínhamos visto várias vezes, de dentro do ônibus, pelos fundos). É um prédio maravilhoso e fica numa praça super simpática onde paramos um tempinho para admirar e tomar um sorvete.

Na volta, quando já estava começando a anoitecer, tomamos um ônibus de volta e quando estávamos chegando, paramos num Eataly que tinha mais ou menos próximo do nosso hotel, compramos diversos temperos e coisas legais (pra trazer para o Brasil) e aproveitei para comprar um bom vinho italiano para a nossa despedida de Roma.

 

Como era nossa última noite, após descansar um pouco no hotel, saímos a passear, paramos para tomar um lanche e voltamos pro hotel, não sem antes parar para um Mc Café no Mc Donalds.



Escrito por Renato às 12h27
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Escrito por Renato às 16h27
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Monumento a Vitório Emmanuel

14.10.15 (quarta-feira)

Aqui vai outra dica, levem daqui do Brasil, quando forem viajar, curativos tipo "band-aid" específico para bolhas no pé. Aliás, é sempre bom colocar na "necessáire" alguns "band-aids" comuns que sempre poderão ser úteis. Mas os para bolhas são essenciais, principalmente quando estiver viajando por lugares onde andar a pé for essencial.

Não precisa dizer que amanheci com bolha no pé em função dos mais de 15 km que andei no dia anterior. E olha que eu utilizo esses sapatos especiais para diabéticos que são super confortáveis....mas não há pé que resista a tanto.

Tomamos um ônibus comum, após verificar num outro quiosque que existe em frente a estação términe, que indica todos os trajetos de todos os principais ônibus urbanos que passam por ali ou que saem daquele imenso terminal que fica logo ali. Descobrimos que existiam pelo menos 3 ônibus que poderiam nos levar ao Monumento à Independência Italiana e embarcamos num deles.

Visitamos o Monumento à Vitório Emmanuel que é o grande herói da unificação italiana, ao lado de Giuseppe Garibaldi (esse mesmo, herói da revolução farroupilha, que lá na Itália é conhecido como o herói dos dois mundos, já que atuou na revolução farroupilha no Brasil e nas guerras da unificação italiana também). Atrás do Monumento a Vitório Emmanuel, existe outro monumento especialmente erguido em honra de Garibaldi, onde também está o seu túmulo e o de Annita Garibaldi que depois de anos teve os seus restos mortais levados para lá para que repousasse ao lado do amado.

Dentro do grande monumento a Vitório Emmanuel tem também o Monumento ao Soldado Desconhecido onde sempre existem dois militares italianos guardando o túmulo. Dentro do monumento existe também ainda dois museus, um dedicado à bandeira italiana, muito curioso porque lá na Itália as bandeiras ganham condecorações e são estas condecorações é que são expostas, assim como o significado delas.

Existe também um interessante museu (grátis, isso é incrível!) dedicado à migração italiana pelo mundo. Vocês perceberão que a maior parte dos migrantes italianos migraram para o novo mundo. Alguns para os EUA e outros para o Brasil, mas foram estes dois Países os dois grandes destinos migratórios dos italianos desde fins do século XVIII.

Do outro lado da rua vocês poderão encontrar a Igreja de Nossa Sra. de Loreto. A parte curiosa é que além da Igreja ser bem bonita é que lá dentro tem uma capelinha onde as pessoas levam oferendas....e como ela é a padroeira da Aviação, as oferendas são mini aviõezinhos, mini helicópteros e coisas do tipo....bem divertido.

Ao lado da Igreja existe um pequeno sítio arqueológico com antiguidades romanas e o enorme obelisco de Constantino. Nesse obelisco, uma olhada atenta e perceber-se-á todas as batalhas dele, suas glórias e vitórias estampadas em alto relevo sobre  mármore que envolve o obelisco. É de se perder um bons minutos observando atentamente o monolito.

Saímos dali e descobrimos que todos os pontos de ônibus têm as linhas que passam por ele e também uma boa indicação do percurso de cada um. Então com o mapa na mão, não foi muito difícil descobrir qual ônibus nos levaria até a Piazza de Spagna, ponto turístico obrigatório da cidade.

Chegando na Piazza, tomei o sorvete mais caro da minha vida (8 euros), numa sorveteria cercada das lojas mais caras da Capital italiana. Dali, da Piazza de Spagna saem algumas ruas que têm as lojas mais caras e exclusivas de toda a Itália...então é meio que natural que tanto os restaurantes quanto as sorveterias dali custassem mesmo bem mais caro.

Como nossa viagem estava terminando e como a Loreto já havia descoberto que apesar de ser proibida a venda de remédios sem receita, como lá é Itália e como Itália, dentro dos Países europeus é o que mais se parece com o Brasil no que diz respeito ao "jeitinho", ela descobriu que com uma boa cantada, e, principalmente se o atendente fosse homem, era razoavelmente fácil conseguir comprar pelo menos uma caixinha do remédio que nossa amiga Silvia havia nos encomendado. E tratamos de ir de farmácia em farmácia tentando adquirir o tal remédio. Em algumas conseguimos, na maioria não, mas era divertido ir tentando....e a Loreto falando o portulhano dela.

Caminhamos bastante e acabamos chegando na Praça do Popolo, onde, descobrimos duas grandes igrejas que tem um significado especial para os católicos italianos...e isso tem algo a ver com o fato do Papa ser o Bispo de Roma. O fato é que é uma praça bem bonita e que foi legal conhecer.

Exercitamos nossos esforços para tentar entender os transportes coletivos italianos e com um pouco de sorte conseguimos tomar um ônibus que nos levaria de volta até as proximidades do Monumento a Vitório Emmanuel onde pegaríamos um tram (que é um tipo de bonde, porém mais sofisticado) que nos levaria até o Trastevere, já que eu tinha ganas de almoçar por lá novamente.

No Trastevere, descemos do tram e fomos caminhando a pé, sem direção definida até que encontramos um simpático restaurante chamado "L'Insalata Ricca". Nesse restaurante que fica na Via Giulio Césare Santini 12-16, nós fomos super bem atendidos por simpáticos garçons que cantavam enquanto atendiam e pudemos comer muito bem. A Loreto pediu de entrada umas brusquetas e depois de prato de fundo ela pediu um penne à melanzana (beringela), tomando a tradicional Coca-Cola que sempre teimava em identificar nossa mesa como sendo mesa de estrangeiros (italianos não tomam coca-cola!). Eu pedi de primeiro prato um gnochi ao pomodoro e de prato de fundo uma costeleta de porco com fritas....acompanhei tudo com vinho. Tomamos café e nossa conta saiu por modestos 43 euros....muito barato. Recomendo mesmo esse bairro e esse restaurante em especial pela qualidade, bom atendimento e preços baixos.

Após o almoço, passeamos mais um pouco a pé pelo bairro e depois tomamos outro tram de volta até a Praça Venezia e de lá seguimos a pé até a Fontana de Trevi.

No dia em que estivemos lá, descobrimos depois, faltava uma semana para a reinauguração da Fontana de Trevi. Pudemos ver ela linda, pronta, brilhando, porém sem água e por detrás de um tapume de acrílico transparente. Ou seja, tivéssemos ido uns dias depois e teríamos visto ela em todo o seu esplendor e teríamos tido a chance de jogar uma moedinha nela.

Porém, nas suas imediações, haviam lojas muito chics e numa delas eles estavam justamente trocando a coleção de verão (que tinha terminado) e colocando os sapatos da coleção de inverno e com isso a Loreto pode comprar um lindo mocassim italiano a preço de pechincha.

Já estava começando a anoitecer e caminhamos a pé até a praça Barberini. Estávamos aproveitando a praça quando começou a chover, o que nos fez correr até a estação de metrô mais próxima (por sorte havia uma logo ali) e tomamos o metrô pra voltar pro hotel.

 

Antes passamos pelo super, compramos mais vinho e fomos pro hotel descansar e tomar vinho com queijo que ainda tínhamos por lá.



Escrito por Renato às 16h26
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Escrito por Renato às 14h55
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A Pietá e a visita ao Museu do Vaticano

13.10.15 (terça-feira)

Este era o dia no qual havíamos comprado (ainda no Brasil) os ingressos para visitar o Museu do Vaticano. Não sei se já falei, mas existem pelo menos 3 tipos de turistas que visitam o museu do Vaticano. Os turistas de primeira classe, que compram um pacote turístico com guia para visitar o Museu....chegam acompanhados do guia e entram sem fazer fila nenhuma. Obviamente que isso tem seu preço e não é barato.

Tem o turista de segunda classe, como nós, que toma o cuidado de comprar ingressos com hora marcada (e paga €4 a mais por isso, por ingresso, mas que eu acho que vale totalmente a pena), que pode comprar seu ingresso em qualquer parte do mundo, acessando o site do museu do vaticano. E nessa oportunidade pode também comprar o aluguel dos audífonos para poder entender melhor aquilo que está vendo. Finalmente tem o turista de terceira classe, que é aquele que por ser pão duro ou por não conhecer nossas dicas, resolve chegar com a cara e a coragem e entra na fila para comprar ingresso na hora e comprar na hora. Isso pode significar num dia tranquilo, 3 horas de fila, ou até mais se for em época de alta temporada turística. Não vale mesmo a pena fazer isso!

Quando você está chegando nas imediações do Museu, que fica do lado direito da Praça de São Pedro (para quem olha pra ela de frente) uns dois quarteirões ao lado, você começa a ser abordado por "vendedores" de ingressos com hora marcada. Não sei como é que funciona a coisa, já que quando você compra pela Internet tem toda uma coisa pra comprar o ingresso, você tem que preencher cadastro e essas coisas....não sei como esses caras conseguem vender ingresso com hora marcada alí, na hora....mas não recomendo. Prefira perder um tempinho antes da viagem e no conforto da sua cadeira, compre com antecedência e não vai se arrepender.

Chovia nesse dia e saímos cedo do hotel, pra não perder a hora e também para aproveitar a que seria a nossa última viagem no famoso ônibus turístico....já que estavam se completando as 72 horas contadas do nosso primeiro uso do ônibus. Descemos nas proximidades da Praça de São Pedro (no ponto oficial do ônibus turístico) e, debaixo de chuva fomos comprar capas de chuva (mais cômodas que os guarda-chuvas) e também umas sacolinhas com a cara do Papa que são ótimas para se levar nas costas (quase como uma mochila) e transportar coisas como água, carteira, máquina fotográfica e essas besteiras que você vai comprando durante o dia.

Ví que tinha por ali uma tabacaria (local oficial de venda de passagens de ônibus) e comprei um passe que me daria direito a andar por 72 horas em qualquer tipo de transporte coletivo (ônibus, trem, metrô) por 72 horas contados a partir da primeira obliteração do bilhete. Comprei antes de entrar no museu e sabia que iríamos necessitar para voltar do museu para o hotel, já que não contávamos mais com nosso ônibus turístico. Esse passe, que vale muito a pena, custa €18 cada.

Alguém já havia nos dado a dica de que o Museu do Vaticano tem 7 km de corredores. Ou seja, é uma visita para fortes. Por sua vez, existem 25 alas a serem visitadas em todo o museu. A Capela Sixtina, que é imperdível, é a 21ª ala, ou seja, você vai visitá-la bem no final do percurso.

Do lado de fora, na Praça São Pedro, existe uma fila de pessoas para entrar na Basílica de São Pedro, que demora umas duas horas....

Lembre que em toda a Itália (e na Cidade do Vaticano não é diferente) não se paga para entrar nas Igrejas, mas como é muita gente querendo entrar, eles fazem formar uma fila e vão deixando as pessoas entrarem na velocidade em que elas vão saindo de dentro da Capela, caso contrário aquilo ficaria tão cheio que seria impossível de se ver as coisas lá dentro.

Porém, quando você chega na Capela Sixtina, quando está visitando o museu, vai ver duas portas de saída, uma à direita e outra à esquerda.

A porta da esquerda, dá continuidade à visita, ou seja, você vai poder visitar as alas 22, 23,24 e 25 do museu.

A porta da direita, te leva pra fora do museu (você perde, portanto, a oportunidade de visitar as alas 22 a 25), porém te leva pra dentro da Basílica de São Pedro e você, assim, evita de ter de sair e fazer aquela fila de 2 horas pra entrar na Basílica....você acaba entrando através do que seria uma porta VIP, somente para pessoas que visitam o Museu.

Quando fomos visitar, queria visitar tudo, então saí pela porta da esquerda e visitamos todas as salas que faltavam.

É um museu esplendoroso, mas, recomendo, para quem gosta mesmo de museus, que compre dois bilhetes e visite metade a cada dia, porque ver tudo num dia só, além de cansativo ao extremo, depois de um tempo você começa a não aproveitar mais a visita...

Quando a visita terminou, estávamos ainda dentro do recinto do museu...e descobrimos que poderíamos voltar à Capela Sixtina, sem ter que fazer o percurso total, mas sim, apenas metade do percurso (e assim poder sair pela outra porta e ir direto para a Basílica sem ter que fazer fila). Fizemos isso. Já havíamos caminhado os 7 km do percurso inteiro e estimo que nessa hora de refazer, caminhamos mais uns 3 a 4 km até depararmos novamente com a Capela Sixtina e poder apreciá-la novamente e sair, desta vez, pela porta certa.

Fomos visitar a Basílica que tem no seu subsolo uma cripta onde estão expostos os túmulos de mais de 100 Papas. Dentro da Basílica também está a "Pietá" original de Michelangelo, atrás de um muro de blindex.

Sugiro, para os apreciadores de arte que observem com muito mais rigor, a cópia da Pietá que está dentro do Museu do Vaticano e é acessível até ao toque....diferente da original que fica a muitos metros dos visitantes e ainda por cima, atrás de um vidro.

Tem, lá dentro, o museu das joias do Vaticano, que resolvemos não visitar porque já estávamos pelas tampas de tanto museu. Visitamos isso sim a lojinha da Basílica onde a Loreto comprou lembrancinhas para todas as suas amigas.

Saímos já estava escurecendo e fomos a pé até a estação de metrô mais próxima (que fica a uns 4 ou 5 quarteirões de distância) e que é bem fácil de utilizar.

Curiosamente, no metrô tem catracas e só com seu bilhete para passar pelas catracas, mas depois percebemos que os demais transportes públicos de Roma não tem cobradores e tampouco vimos fiscais. Ou seja, compramos nosso bilhete que dava direito ao transporte público, mas diferentemente de outras cidades onde havíamos estado nesta mesma viagem, não vimos fiscais.

Fomos de metrô até as imediações do nosso hotel, e como já estávamos mortos de cansaço, vez que eu havia estimado que andamos hoje uns 16 km, passamos no supermercado e compramos queijos, frios e vinho e fomos fazer uma festa de queijo e vinho no hotel.

 

Dica, é bastante importante,  numa viagem dessas você levar seu abridor de garrafas preferido na mala, para não ter que comprar por lá. Diferente da França, na Itália os hotéis não contam com esse acessório entre as facilidades.



Escrito por Renato às 14h54
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Escrito por Renato às 15h44
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Dia de visitar ruínas e a Boca da Verdade

12.10.15 (Segunda-feira)

Neste dia a Nicoletta, a simpática atendente faz tudo do nosso affitacâmere, resolveu nos acordar mais cedo, mas foi bom porque dormir em Euro não vale a pena. Saímos após o café, pegamos o ônibus turístico (havíamos comprado um ticket de 72 horas, pensando justamente em que o término do uso se daria na terça-feira, dia em que iríamos ao Museu do Vaticano), e fomos até o Coliseu.

Como havíamos comprado o ingresso antecipado (coisa que eu recomendo, mesmo tendo que pagar € 4 a mais por isso) pegamos a fila menor que andava mais rápido. Passamos pela revista dos policiais que olham bolsas e examinam suspeitos com aqueles bastões detectores de metais....e chegamos na entrada. Como nosso bilhete era para as 11 horas e eram 10 horas não nos deixaram entrar. Sugeriram que gastássemos nosso tempo visitando o Parlamento.

Atenção, quando você compra os ingressos para o Coliseu (com hora marcada), normalmente também compra para o Parlamento (que fica ao lado). Você não precisa fazer as duas visitas no mesmo dia e, portanto, muito menos ainda, na sequência de uma visita. Mas, preste atenção que a entrada só te permite entrar uma única vez. Nós nos prejudicamos por não saber disso....como tínhamos que gastar uma hora pra dar a hora da entrada no Coliseu, fomos ao Parlamente (que é do lado), mas é gigantesco....são muitas ruinas e tudo é muito grande e muito distante. Quando deu quase 11 horas, saímos para ir ao Coliseu com a intenção de voltar depois e concluir a visita....não pudemos, já que nossa entrada só nos permitia entrar uma única vez.

Para uma visita bem feita nas ruínas do que eles chamam de Parlamento, que na realidade são muito mais que o simples Parlamento....reserve umas 3 horas para uma visita sem apuros. Na realidade o ideal é que você visite o Coliseu numa parte do dia e o Parlamento em outra parte, porque ambos são grandes e em cada um se gasta de duas a três horas para fazer uma boa visita, sem apuros.

Voltamos ao Coliseu e resolvemos contratar um guia interno do Coliseu para nos acompanhar na visita. São estudantes de história, na sua maioria, que pegam um grupo de umas 20 pessoas e fazem essas visitas guiadas que custam €5 por pessoa e que realmente vale a pena.

Pudemos desfrutar  de histórias e conhecimentos que sem o guia jamais saberíamos e tampouco teríamos aproveitado bem a visita. Recomendo mesmo essa contratação.

A livraria do museu também vale a pena ser visitada não só pelos souvernirs (que na rua custam 1/3 do preço) mas pelos livros propriamente ditos. Compramos um sobre o Coliseu que acho que valeu cada centavo, vez que mostra o Coliseu e as ruínas do Parlamento como estão hoje (através de fotos) e como eram no passado (através de desenho sobre as fotos), dando uma boa ideia de como eram as coisas antes de virarem ruínas.

Ao sairmos do Coliseu resolvemos ir conhecer a Boca de la veritá. Essa boca é uma estátua de um leão com a boca aberta que fica dentro de uma pequena fonte de água. Diz a lenda que se você enfiar a mão dentro da boca do leão e contar uma mentira, ele come a sua mão....Ficou imortalizada em alguns filmes.

Esse pequeno monumento fica na parte externa, porém dentro do gradil de uma igreja ortodoxa grega que tem nas imediações do "Grande Circo".

Como fomos a pé do Coliseu até lá, pudemos passear a pé e conhecer o Grande Circo Maximus em toda a sua extensão.

Confesso que tivemos algum trabalho com informações desencontradas para conseguir encontrar o local da famosa Boca, mas, enfim chegamos e após alguma espera, já que turistas fazem fila para tirar fotos, pudemos também tirar nossa foto.

Essa igreja fica bem na borda do rio e, do outro lado da ponte que havia nas proximidades, estava o bairro chamado Trastevere.

Trastevere é o bairro boêmio de Roma. É o lugar que é o mais parecido com tudo aquilo que a gente vê nos filmes dos anos 60 sobre Roma. É um lugar romântico, turístico sem ser lotado de orientais, e cheio de restaurantes simpáticos com mesinhas na calçada. Vale a pena ser visitado, principalmente se sua idéia for fazer alguma refeição por lá. Além de tudo, os locais não são tão caros quanto no restante da cidade.

Sobre os orientais, antes que me acusem de ser preconceituoso, vai aqui algumas percepções que são "minhas" percepções. Sou fã incondicional do Japão, dos japoneses, de seus usos e costumes e considero os turistas japoneses os mais civilizados que a gente pode encontrar numa viagem. Por outro lado, cheia de dinheiro hoje em dia, está a China, País interessante mas que tem uma população com uma educação digamos.....diferente da nossa. Hoje não existe um destino turístico que você possa ir que não esteja lotado de chineses. E é muito fácil identificá-los.....andam sempre em hordas, são barulhentos, e têm costumes que nós poderíamos classificar de "coisa de gente sem educação" como jogar lixo no chão, falar alto, e não ter noção do que é respeito pelo próximo. Ou seja, enquanto gente de olho puxado pode ser "anjos" como os japoneses, podem também ser "demônios" como os chineses....

Passeamos bastante a pé e quando vimos um restaurante no fundo de uma pequena vila, resolvemos entrar e nos surpreender com a deliciosa comida.

Eu pedi de primeiro prato um penne a rabiata e de segundo uma costeleta de porco com salada. De sobremesa pedi torta de ricota e acompanhei tudo com um delicioso vinho. A Loreto pediu de entrada um rigatone a matriciana e de segundo prato um saltimboca à romana (que é uma carne temperada com alecrim, coberta com presunto e um molho estranho...eu experimentei e gostei!) e de sobremesa a mesma torta de ricota. Tomamos vinho, água e coca-cola e gastamos por tudo módicos 35 euros já com a gorjeta....muito barato. Em qualquer outro restaurante, um menu desses custaria na faixa dos 60 euros.

Após o farto almoço fomos passear a pé pelo bairro e nos encantar com as lindas lojinhas e os vendedores de rua.

Fomos caminhando tranquilamente de volta, em direção à região mais central, até chegarmos ao Monumento à Independência Italiana onde partem ônibus, trem e metrô para toda a cidade, além de também podermos pegar o nosso ônibus turístico, que nessa altura do campeonato já estava nos servindo como ônibus urbano, vez que passava por vários locais e ainda nos deixava perto do nosso hotel.

 

Chegamos tarde no hotel e, mortos, fomos dormir cedo.



Escrito por Renato às 15h44
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Vaticano



Escrito por Renato às 16h30
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Dia de ver o Papa

11.10.15 (domingo)

Acordamos felizes pelo Sol lindo que fazia . Após o café saímos para pegar o nosso ônibus turístico e fomos até a parada Vaticano. Na realidade a parada é na avenida que chega em frente à Praça de São Pedro e o ônibus te deixa dois quarteirões antes. Aproveitamos a caminhada para encontrar uma dessas lojas de souvenirs, já que queríamos comprar artigos religiosos (terços, medalhinhas, santinhos, etc.) para serem abençoados pelo Papa e depois poder presentear aos nossos amigos.

Bem em frente à Praça, existe um mega bar que vende quinquilharias e é bar também, que tem uns 10 banheiros públicos bem limpinhos e que eles não cobram pelo uso...é uma boa dica, já que o lugar é legal e a fila não demora nem 5 minutos.

Fomos para a Praça que estava bem cheia, mas não absurdamente cheia....e aguardamos o Papa aparecer pontualmente às 12 horas.....a reação da galera era a de ver um ídolo pop...aliás, esse  Papa é realmente pop....muito querido por mim e por todos que lá estavam. Suas palavras eram comemoradas quase como gols em estádios de futebol....impressionante. Esta ida pra ver o Papa já valeu a viagem a Roma!

Após a linda homilia do Papa, dispersamos e fomos até o Castelo de Santo Ângelo a pé (fica a mais ou menos 1 km dali). Para quem não lembra, esse castelo ficou especialmente famoso no filme Anjos e Demônios com Tom Hanks, que foi baseado no livro homônimo de Don Brown.

De lá seguimos ainda a pé para a Praça Navona, onde fica o Consulado Brasileiro em Roma e onde, segundo a Loreto, é a mais linda praça que vimos em toda a viagem...linda mesmo! Paramos para almoçar num lugar que é um pseudo-restaurante. Explico: eles servem comida em pratos descartáveis, com talheres descartáveis e tudo lá é discartável porque segundo o proprietário para eles serem considerados restaurante, eles teriam que ter dependências sanitárias (que não tinham para o público) e local para lavar pratos que também não tinham....mas a comida era bem boa e o atendimento super simpático. Eles se definiam como laboratório de comida. Boa dica! Nós dois comemos massa que se não estava inesquecível, pelo menos não vamos lembrar como uma coisa ruim.

Após o almoço tomamos mais sorvetes, o que aliás deve ser feito por quem for a Roma pelo fato dos sorvetes por lá serem sempre deliciosos.

Já estávamos na onda de caminhar e resolvemos ir a pé até o Partenom (ou Panteão) que é um local que já foi um templo pagão e que depois por um dos Papas antigos foi transformado em Igreja. O local é lindo e tem de ser visitado! Não deixe de fazê-lo.

De lá continuamos andando e fomos parar próximo ao Monumento da Unificação Italiana onde pudemos pegar o ônibus turístico e voltar para o Hotel. Foram mais de 6 horas caminhando e eu estava realmente morto.

Fomos para o hotel descansar um pouco porque tínhamos a ideia de pegar o ônibus para o tour noturno. Nesse tour, conhecemos a Amanda, uma jovem brasileira que mora em Dublin e que está passando férias pela Europa na base da mochila.

 

Após o agradável passeio noturno (já que durante o dia havia feito muito calor) paramos no Mc Donalds próximo do hotel para um gostoso café com donuts e poder voltar exaustos e dormir como anjinhos.



Escrito por Renato às 16h27
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Coliseu



Escrito por Renato às 13h48
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Passeios de ônibus para aproveitar a chuva

10.10.15 (sábado)

Último sábado na Itália, que tristeza! Mas, após uma noite boa, despertei espontaneamente e, de repente, bate na porta do quarto uma loira super bonita vestida de "chef" e perguntando o que desejaríamos para o café da manhã. Para quem não esperava grande coisa, veio um café bem legal com 2 cappuccinos, uma jarra de suco, dois copos de iogurte, queijo fatiado embrulhado individualmente, pães salgados, manteiga, geleia e um croissant doce. Juntando isso aos potinhos de Nutella que eu havia trazido comigo, dava um super café da manhã...provavelmente melhor do que o que teríamos se tivéssemos ficado naquele hotel espeluncoso.  Ontem havíamos dado uma sapeada e descobrimos que além do ônibus tradicional vermelhinho que tem em todas as cidades, existem alguns outros, um azul claro, outro amarelo e mais um que não me recordo. Todos tem preços parecidos e todos tem circuitos parecidos. Optamos pelo único que tem passeios noturnos, mas que depois se mostrou o pior de todos (pela demora entre um onibus e outro). Sugiro que quem for a Roma pegue o tradicional vermelhinho que, embora não tenha o passeio noturno, tem mais ônibus e eles são mais confortáveis e mais novos.

Próximo da Estação Términe (em frente, para dizer a verdade) existe como se fosse um grande largo....lá existem terminais de vários ônibus urbanos, os terminais de todos os ônibus turísticos, além da única estação de metrô onde cruzam as únicas duas linhas de metrô que servem Roma. Esse local é importante conhecer se resolver não se hospedar nas imediações.

Lá tem também um quiosque bem grande onde são vendidos a preços oficiais, os passes para os diversos ônibus turísticos, são dadas informações, mapas e onde você pode reservar o passeio ao Coliseu e ao Parlamento, se já não tiver comprado os bilhetes anteriormente e até mesmo pode-se comprar o bilhete para visitar o Museu do Vaticano (pagando os mesmos €4 que se paga quando se compra com hora marcada pela internet).

O dia estava horrível, chovia muito e como todos os passeios da cidade normalmente são feitos a pé, mesmo com guarda chuva a gente iria se molhar. Então decidimos pegar o ônibus turístico e fazer o circuito inteiro para conhecer a cidade. Fizemos o circuito que demora mais ou menos uns 90 minutos, por duas vezes. Como estava na hora do almoço, resolvemos depois de dois turs completos, descer, comer alguma coisa e depois do almoço voltamos para o ônibus e fizemos mais dois circuitos completos. Já estávamos tão por dentro das atrações que nos demos ao luxo de dispensar as informações do audífono e passar a conversar com os outros turistas.

Após mais dois circuitos completos, resolvemos encerrar o dia e ir jantar. Procuramos um restaurante próximo ao hotel e, na realidade encontramos um ao lado daquele que havíamos ido ontem. A Loreto pediu um spaghetti a carbonara, eu um a matriciana, dividimos uma salada e tomamos vinho e coca-cola. Na saída, uma passada no supermercado para comprar mais umas coisinhas e fomos dormir mortos.

 

Vocês devem ter reparado que nos últimos dias eu sempre digo que "fomos dormir mortos". O que acontece é que nossa viagem já está no fim e em todos os dias (todos mesmo) a gente tem de caminhar muito. No meu dia a dia eu não estou acostumado a isso e mesmo tendo feito uma pré preparação para a viagem, ela não foi suficiente e a minha má forma física está dando claros sinais nesta altura do nosso passeio.



Escrito por Renato às 13h43
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Escrito por Renato às 14h04
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